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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Morte em vida

Quantas e quantas vezes nossa fé em algo ou alguém foi destruída?
Quantas e quantas vezes nossa vontade é colocada a prova?
Quantas e quantas vezes nos fracassamos?
Quantas e quantas vezes duvidamos de nossa capacidade de levantar de novo?
O mundo é uma frase singular, com conotação no plural
A vida esconde em 4 letras o que nem todas as línguas do mundo puderem realmente definir
A batalha é envolta de muitos, porem é dada individualmente.

É preciso muita força para não cair nas armadilhas da facilidade.
Quem foi que me disse que eu preciso viver pra ser melhor?
Quem foi que estabeleceu esse padrão tão alto que as vezes o simples fato de tentar se aproximar desse padrão me faz sofrer de forma imensurável?
Porque diabos eu quero mudar o mundo se a maioria das pessoas que vivem nele, pouco se importam com elas mesmas?
Porque me importar com os outros? Porque cuidar dos outro?
Me importar com o certo e o errado parece coisa de idiota num mundo em que na maioria das vezes os fins justificam os meios?
Porque abrir os olhos se a maioria das pessoas fecham os olhos para as verdades que as incomodam?
Porque escolher a sabedoria, sendo que é na ignorância que a maioria acha a tranqüilidade seguindo a frase: “se eu não sei, não aconteceu”.
Porque ir atrás da verdade se muita gente aceita a mentira como forma de vida?

Eu verdadeiramente não sei o que faço aqui na terra, não sei o que Deus espera de mim.
Minha alma que no momento se encontra em estilhaços, começa a juntar os pedaços, pois eu preciso me recuperar, não sei desistir e nem parar de lutar, as vezes o bobo da corte, as vezes o cavalheiro, sempre me senti intruso, seja com um chocalho ou seja como um escudeiro.
Mas porque não seguir o caminho mais fácil?
Ser falso com quem é falso, me aproximar das pessoas pra tirar vantagem, manipular quem eu posso, abusar de quem deixa, mentir só pra mostrar que sei mentir e tirar proveito o tempo todo disso, pisar na cabeça alheia pra subir mais alto, o melhor escudo para muitos é ser simplesmente dissimulado.
Não, a maioria das pessoas não são assim, pelo menos não as que eu convivo, a maioria ao meu redor luta pra caramba pra conquistar, briga e se afasta de quem considera que não presta, as vezes a gente mente, as vezes a gente briga, mas a maioria de nos pedi desculpa.
A maioria do mundo são de pessoas boas, eu acredito nisso, o problema é que nos calamos pois achamos que a mentira e a manipulação, são mais fortes que a verdade e a amizade, quando tratando-se de conquistas, poder e status.
Um dia me chamaram de Madre Teresa, jamais vou esquecer isso e sempre que posso olho bem nos olhos de quem compartilha da mesma opinião, olho lá dentro...
Nunca me considerei uma pessoa boa, faço apenas o que acho que é certo, ajudo porque gosto de ajudar e sei que isso incomoda, muitos me perguntam porque me importar tanto com os outros, respondo sem nenhuma intenção de ser humilde, me importo com os outros porque entendi o recado que Jesus quis me passar, que é melhor morrer na cruz pra salvar a humanidade do que viver uma vida rodeada de mentiras e maldades.
Agora provavelmente vão me chamar de Jesus, dizer que eu quero ser o salvador, então digo que vc entendeu errado, eu nasci pra bater de frente, sou a porra de um murro gigantesco que nenhum mau será capaz de parar, sou a força bruta e pura de alguém que acreditar que viver pra ser pleno é o caminho, mesmo que a plenitude seja uma espécie de ideologia.
Nesse sábado e nesse domingo, perguntei pra Deus o que ele queria de mim e no meio das minhas lagrimas, no meio do meu sofrimento, no meio da minha angustia, no meio do meu pesar, no meio dos meus lamentos eu fui lembrando tudo o que aprendi com cada uma dessas dores, com cada gota das minhas lagrimas, deixei meu coração quase parar, deixei de respirar e permitir que minha alma se estilhaçasse em milhões de pedaços, me deixei chegar ao fundo do esgoto.
Chorei em silencio, calado no meu quarto, senti pena e raiva de mim por estar nesse estado, mas me forcei a sentir tudo como um todo em partes distintas, a força máxima de cada dor, não fechei meus olhos, não queria dormir, tirei todos os meus escudos do corpo e me permiti levar todas as porradas sem me proteger, deixei os demônios tomarem de conta, eu me perdi dentro de mim.
Minha fé foi queimando e ficara por uma ponta, eu não estava lutando contra, queria ver até quando eu ia agüentar que horas eu iria desistir de tudo e pular do viaduto. Eu queria ver o meu limite, perder a crença no mundo,me senti tão longe do céu e tão mais perto do inferno e ao olhar pra baixo encarei cada demônio nos olhos, queria trocar porrada com cada um deles, queria apanhar de cada um deles, queria acreditar em suas mentiras, ser seduzido por seus pecados, não acreditar em mais nada ou ninguém, esquecer o que é o amor, queria chegar no meu inverso até o ponto em que eu sentisse dormência desse universo.
Eu queria aprender a desistir...
Desistir de amar
Desistir de cuidar
Desistir de me importar
Desistir de quem amo
Desistir de quem, quando preciso chamo
Desistir de mim
Desistir de tentar ser o melhor que posso
Desistir do meu próprio fim
Desistir da felicidade
Das minhas vontades e desejos
Das minhas futuras conquistas
Desistir de acreditar
De sonhar
De realizar
Desistir do bem e do bom
Desistir do meu dom
Desistir de tudo e de todos
Aprender a desistir de tudo o que sou
De tudo o que sei
Eu queria aprender a desistir de viver.
Então me deixei ir, me deixei levar mas sempre algo estava ali comigo, algo que não me deixava parar de pensar, que fazia meu coração bater de volta, que fazia eu respirar, que já juntava os pedaços da minha alma, algo sempre junto comigo, sofrendo junto e me implorando para eu não aprender a desistir, uma força e vontade que me impediam de ir pra rua e acabar com a minha vida.
Deus não me deu 4 irmãos, porque ele sabia que eu precisaria de 4 anjos, Ele sabia que eu sozinho não seria forte o bastante, eu tinha que viver não apenas por mim e sim por todos nos, Deus me deu a força de 5, porque só assim eu poderia enfrentar tudo o que devo enfrentar.
Minha mãe perdeu 4 filhos antes de eu nascer, fui o quinto, ela teve que tomar remédios experimentais durante toda a gestação, sofreu com as dores que só ela soube enfrentar, minha mãe me teve e quase morreu por isso, mas em nenhum momento mesmo com a morte dos meus 4 irmãos anteriores a mim, ela jamais desistiu de me ter, e foi ali perto do meu final que lembrei do meu começo e ali bem aqui no meu quarto perto de jogar tudo pro alto, descobri a primeira e talvez mais importante lição da minha vida: “eu nunca vou desistir de fazer o que eu acho certo, de cuidar de quem eu quero cuidar, de amar quem eu quero amar, de ser o melhor que posso ser”, eu devo isso a Deus, a minha mãe e aos meus irmãos, devo isso e preciso fazer com que minha vida valha muito mais do que tudo, para que o sofrimento e a coragem da minha mãe e do meu pai , jamais tenha sido em vão.
Acordei minha segunda feira, ainda muito ruim, mas de certo bem melhor do que estava quando dormi no domingo, minha alma as poucos se recupera, meu coração aos poucos vai batendo, minha mente ainda sofre, luta contra o que sabe, o que desaprendeu, o que acredita e o que vai fazer a partir de agora, eu como um todo estou em reconstrução, melhorando aquilo que precisa ser melhorado, mas acima de tudo com uma fé maior ainda em mim e naquilo que acredito.

"O fracasso quebra as almas pequenas e engrandece as grandes, assim como o vento apaga a vela e atiça o fogo da floresta."
Jamais irei me esquecer dessa frase...

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