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segunda-feira, 6 de junho de 2011

Meu coração Daltônico

Sinto o meu coração daltônico, ele não consegue mais sentir , não consegue diferenciar, discernir .
Meu coração enxerga apenas a solidão e a dor, sente apenas o preto e o cinza, como se meu peito agora vivesse coberto por uma densa é poderosa neblina, que não afeta a minha retina, mas afeta o meu coração.
Meu coração está daltônico e por isso bate apenas em dois tons, apenas para me manter vivo e porque não sabe como desistir, tudo se transforma aqui dentro e fica sempre um pouco mais pesado pra carregar, meu coração está daltônico não é um estado sem volta, mas pelo caminho que vim, não posso mais voltar.
E antes de abrir seus olhos, não existia o brilho sol
O ar só sobrou quando você respirou
A pele se formou ao seu toque
A primeira batida ecoou a partir do seu coração
Do seu corpo e da sua alma se fez a harmonia
Com o seu sorriso descobriu-se a alegria
E com suas lagrimas a tristeza e o pesar
Seus passos pra longe de mim, trouxeram a distancia e a saudade
No seu colo, carinho
Nos seus ombros, apoio
Nos seus lábios, o gosto
O som surgiu da sua boca no meu ouvido
O prazer gozou com o seu gemido
Com você o nosso filho.
E de nos dois, Deus criou o amor.
Meu coração bate em ritmo de espera, sou Belerofonte sou Quimera, a mente corrói o que o coração sustenta, o coração perdoa as ilusões que a mente alimenta.
Meu coração daltônico, vive a sofrer demais por mim, meu colete, meu escudo, aquece meu corpo , ecoa no silencio, um indestrutível muro a ponto de ficar todo em pedaços e se reerguer de novo, meu coração invencível agüenta de tudo um muito e de tudo guarda um pouco.
Meu coração daltônico, protegido dentro do meu peito, doido pra ser atingido pelas cores novas de outro coração, as vezes o meu peito se confundi com um prisão e com medo da dor não deixa ninguém entrar, mas meu coração doido pra sair e amar, bate na parte de dentro dessa inesperada cadeia, conversa com o sentinela e se a visita do lado de fora quiser ser permanente, quem sabe o peito que protege e vigia, deixe outro coração entrar.
Meu coração está daltônico, mas mesmo ele daltônico jamais perdeu as esperanças de amar.

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