Enquanto gravava um evento
eu comecei a escrever mentalmente
começando exatamente assim: é tão difícil pensar no depois de amanha, quando a dor se torna tão hoje, tão agora, tão urgente de ser sentida e doida, parece que o amanha de fato não existe ou se existe pra quem sofre demora demais a chegar, as vezes é difícil o simples fato de aceitar a vida, estar vivo e continuar respirar
É que as vezes tudo parece tão injusto, o que a gente jura que vai dar certo na verdade sai de lado todo errado, atravessando a curva , saindo da pista e se estilhaçando todo na parede assim como nossa vontade, nosso corpo, nossa alma , nossa esperança e nossos corações. é complicado e mesmo aqueles que pensam ter todas as respostas hora ou outra se pegam sem ter o que dizer, porque ninguém tem todas as respostas pelo simples fato de ninguém ter todas as perguntas.
E se a noite cai e na companhia dela volto a me sentir sozinho, a madruga é longa e a manha nem parecer ser mais o meu caminho, começo a pertencer mais a noite do que ela a mim, a noite me ensina, me da tempo pra pensar e descobrir tudo o que o dia escondeu de mim... nesse mundo o qual as vezes me sinto tão estranho e fora de orbita, por olhar de frente pra todos e encontrar pouco capazes de olhar de frente pra mim.
A vida jamais será uma ciência exata, muito menos com apenas duas cores, entre nos escolhas e estradas existem tantas variáveis que pra maioria da preguiça de perceber, a ignorância começa exatamente nesse ponto, onde alguns escolhem correr de olho fechado, porque a claridade da realidade pode dor demais aos olhos quando abertos.
A corrida parece maluca, a chegada é igual pra todos e o que importa mesmo é o trajeto, o caminho incerto, perfeito para nos imperfeitos tentarmos aprender com nosso próprios erros e as vezes até mesmo com os alheios, alheios esses que surgem no nosso caminho, uns seguem até o final, outros ficam na próxima curva, alguns a gente por amar até carrega quando precisa, outros insistentes as vezes chatos, teimam em não querer ficar pra trás.
Eu penso em tanta coisa o tempo todo, as vezes entendo o que vejo, mas me preocupo ao achar que apenas vejo o que entendo, não gosto de deixar nada passar e simplesmente passar, gosto de pensar mesmo que por poucos segundos, não gosto de ser indiferente, apesar de as vezes agir assim, mas é que as vezes é preciso, as vezes ou você finge que ignora ou mata, como muitos que morreram mereciam estar vivos e muitos vivos seriam mais uteis mortos, eu não me atrevo a tal ato.
E diante de vários olhares, ela seguiu sua musica tranqüila, sem errar, sem se apressar, com expressão tranqüila do inicio ao fim ela seguiu, ao ascender das luzes ela já havia deixado o palco, a apresentação acabara, mas os aplausos e gritos ainda continuavam, tirando a fantasia que vestia e colocando a realidade do dia a dia ela se trocou no camarim e a vida que para pra se ver apreciar sendo representada nos palcos, continua talvez um pouco mais louca, mais confusa, mas linda e valendo mais e mais a pena.
Teoricamente descrever algo sem nexo algum, é como querer descobrir padrões no caos, você pode até conseguir, mas logo, irá tirar toda a graça da coisa....
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