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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Somos humanos

Nos somos broken people, pessoas danificadas, quebradas, com peças faltando, somos incompletos, imperfeitos, tortos e loucos, cada um a seu modo, cada um do seu jeito.
Cometemos erros, fracassamos, somos frágeis, facilmente machucados, atormentados, desesperados, estressados, temos fraquezas e pesadelos.
Às vezes vivemos, às vezes sobrevivemos e uma hora ou outra apenas existimos, nem sempre nos entendemos, nem sempre sabemos o que fazer, não sabemos nosso próprio significado, passamos muito tempo do nosso pouco e às vezes muito tempo, pensando no real sentindo ou motivo de estarmos vivos, procuramos razões para vivermos, metas e objetivos para que não nos sintamos cada vez mais perdidos entre nos mesmo.
Datamos os dias, cronometramos as horas, tipos e controles para que não nos sintamos tão descontrolados, normas de conduta para que aprendamos a agir uns com os outros...
Sangramos e sagramos muitos, o sangue correr em nossas vezes com velocidade máxima, o coração bate cada vez mais rápido, o corpo sempre no máximo e a mente sempre pensando, sempre funcionando, cada vez menos tempo para pensar com o acumulo de informações, somos jogados e atravessamos como em queda livre entre as nuvens, tentamos nos prender, tentamos absorver ao extremo e cada vez mais, quanto mais temos mais percebemos o quanto muito que falta.
Sentimos e somos sentidos, amores e ódios com uma facilidade e uma voracidade nunca antes imaginável, nos vemos obrigados a amar, forçados a odiar sem na verdade sermos destinados a nada alem do amor e do ódio... Felicidade nada mais é que uma palavra, mas a usamos como uma desculpa para todas as nossas ações, às vezes usamos mais nossos recursos de linguagem do que nossos próprios sentimentos para descrevermos para nos mesmos o que estamos sentindo. É como se expor fosse mais importante do que sentir, como se saber o sentimentos que estamos sentindo, fosse menos importante do que a palavra destinada para tal sentimento.
Buscamos nosso equilíbrio em nossas extremidades, cruzamento e aumentando nossos próprios limites, é quais são os nosso próprios limites??
Buscamos em Deus aquilo que não sabemos explicar, e aqueles que não acreditam em Deus, apenas esperam que um dia a ciência possa sanar suas duvidas.
Religião para nos explicar aquilo que nem vivos estávamos para termos duvida, orações e perdões de pecados que todos vamos cometer, salvação da nossa própria alma imortal.
Ao mesmo tempo que dizem que podemos mudar o mundo, também escutamos que um só não faz diferença no meio de todo mundo, então o que faremos ??
Sentimos dores, por dentro e por fora, de dentro pra fora e de fora pra dentro, sentimos dores de todos os jeitos, jamais esquecemos de nossas dores.
Somos tatuados de cicatrizes, de magoas, de brigas, de lesões , de desilusões, de confusões, de palavras mal ditas, de palavras não ditas, reféns e escravos de nossas ignorâncias e conhecimentos.
Somos humanos e capazes de superar tudo isso e ainda assim sorrir no fim do dia, na simples esperança, na mais pura fé de que amanha poderá ser sempre um dia melhor do que o que acabamos de ter... Somos humanos e sempre teremos fé.

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