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terça-feira, 16 de novembro de 2010

um tipo de recado

Mais uma vez abro o word com a mínima idéia do que escrever, apenas abro e encaro a folha em branco, esperando talvez que o vazio tenha algo a me dizer, parece mentira mas nem é, que a rima vem fácil e que sempre que posso rimo algo com Zé, parece vaidade e admito que é um pouco, mas qual problema colocar meu nome, sou apenas mais louco e de nos existem poucos, claro que me veio a musica do Charlie Brown na cabeça, tai uma banda que era ótima a uns tantos anos atrás, ficou horrível um tempos ai e parece que está melhorando ,num sei. Meu gosto musical mudou um muito desde quando me entendo por gente, mas acho que é natural ouvimos o tipo de musica de acordo com a evolução da gente, não estou dizendo que só quem escuta as musicas que eu escuto é evoluído, apenas digo que se eu não escuto mais o “Molejão “ é porque não tem mais nada haver comigo.
Eu lembro bem de comprar o cd deles e saber todas as musicas e dançar todas as musicas, cada qual com a sua coreografia, era divertido, quando mais a gente dançava mais a gente ria, na minha época a gente não se levava a serio demais, era permitido ser criança, jogar bola na rua, brincar de pique-pega, pique-esconde, pega ladrão e claro a mais famosa de todas, CAI NO POÇO. Todo mundo se amarrava na brincadeira, ainda mais porque só era proposta pelas meninas quando elas estavam afim de pegar os meninos da rua, maior marmelada masculina infantil, a gente sempre conseguia fazer com que um amigo que não ia pegar ninguém pegasse pelo menos uma.
O tempo bom esse, em que ser criança, era ser inocente e não idiota, diferente de hoje que eles preferem ser idiotas e indecentes, short “calcinha”, blusa apertada mostrando a barriga, batom vermelho na boca, um funk no ipod ,uma gíria no vocabulário e uma banda colorida, mas espera que isso ai é o de menos, porque ninguém é o que veste, roupa e roupa, estilo é estilo, não é porque uso brinco que sou bicha ou descolado, não é porque uso tatuagem que sou revoltado e drogado, o que define cada um de nos é a nossa atitude com aquilo que usamos com aquilo que queremos ser, com aquilo que passamos. Essa é a grande diferença dos mulheqs de hoje para os da minha época, a atitude, éramos crianças conscientes de sermos crianças, mas sempre que precisamos sabíamos nos manifestar, hoje em dia as crianças querem ser adultos e não sabem nem ao menos se expressar.
A diferença não está no objeto e sim no que você faz com ele, falar todo mundo fala, mas é como e o que você fala que pode mudar tudo. Em toda época tem uma galera que escolhe viver a margem do que a sociedade impõe, a diferença é que antes quem vivia a margem era porque sabia que era diferente, e sabia viver como tal e ainda assim conviver e respeitar a tudo e a todos, da margem ou fora dela, hoje em dia, viver a margem virou modinha, tudo mundo quer ser revoltado porque assim acham que vão mudar alguma coisa na base da birra, a esses eu digo que a única coisa que muda na base da birra são vocês mesmos.
Eu me sinto diferente, de verdade, não me sinto especial e sim diferente, acho que as vezes vejo coisas que todo mundo escolhe não ver, sinto coisas que todo mundo finge não sentir, fico calado tempo demais, me sinto bem até demais sozinho, de vez em quando, escrevo lombras bobas e absurdas, me sinto diferente sei lá porque, mas ainda assim me visto igual a muita gente, compro tênis nas mesmas lojas, tento ser educado, tento não ser ignorante, não nego o meu passado, assisto a globo e faço tudo que qualquer pessoa normal faz, porque a diferença real não é no que você vê e sim em como você ve.
Bom, pra quem não sabia o que escrever, viajei bem hoje. Acho que por hoje é só.

Um comentário:

Desabafos de uma mente Teimosa. disse...

O mundo precisa de pessoas que pensam, falam e agem como você!Quantas vezes abri o word e não quis encarar e colocar pra fora o que eu pensava!!Parabéns mais uma vez...

Sombras