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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Porra nenhuma

Você já meio que se sentiu assim?!
Meio “porra nenhuma”?
Seja por qualquer motivo
Ou por todos eles juntos?
Eu realmente não sei aonde me encontro nesse exato momento
É como se eu fosse esse vazio, uma matéria oca
Ouço a chuva na minha janela e o vendo frio nos meus pés
E daí?
Qual é o significado? Qual é o sentido?
Me sinto tão cansado ultimamente
Não consigo ter pensamentos alegres sozinho
Logo recorro aos seriados americanos, cuja a banalidade inteligente bloqueia a maioria dos pensamentos realistas e pessimistas de mais que guardo dentro de mim.
E olha que ontem fora um bom dia
Mas eu acho que sou alvo frágil da minha reflexão
Sempre é uma vontade de isolamento o resultado do meu pensar .
Observo uma lâmpada lá fora, um poste, a luz amarela me permiti ver a chuva caindo e passando por ela,tento encontrar com pensamento, alguma coisa e tudo que eu vejo é uma luz amarela solitária rodiada pela água que passa e que molha, porem que jamais ira voltar, cada gota uma contribuição e as mesmas gotas também carregam cada qual o seu adeus.
Que pensamento mais ridículo, nem eu mesmo sei o significado disso
Alguém mais esperto que eu disse um dia que ninguém toma banho no mesmo rio duas vezes, porem são as águas que correm ou a gente que muda?
Notem minha tentativa desesperada de dar algum sentido intelectual para esse texto
As ruas
Pra mim elas são mais bonitas de noite, acredito na beleza da noite e da solidão que a acompanha, como se cada qual sozinho se tornasse mais simples e essa simplicidade me atrai, o objeto simples como ele dever ser, nada menos que ele e maior impossível.
Como se a rua que passo, fosse a rua que eu devo passar, ela simplesmente, me leva aonde eu não apenas quero, como devo ir, ela não mente pra mim, me da opções e me deixa a vontade para escolher, sem me julgar, sem expectativa, ela apenas aceita minha decisão e me leva sempre seguro ao meu destino.
Porem continuando esse raciocínio, o problema está nos outros e não na gente, porem sabendo que para os outros nos somos os outros e logo em algum momento também seremos um problema, logo imaginar-se como um não problema é automaticamente alienar-se de qualquer sociedade existe.’
E vamos lá ne?! Nosso problemas são nossos e não alheios, cabe a nos resolvermos
Mas que problemas e que soluções ?
A chuva está passando aos poucos
E o ritmo proporcionado pelos pingos me da sono
Logo vou dormir
Não escrevo buscando respostas
E nem perguntas
Escrevo porque escrevo
Quem sabe essa seja minha carta dentro de uma garrafa boiando pelo mar
Varias e varias delas
Eu apenas as jogo e deixo cada uma encontrar o seu lugar.

Um comentário:

Erika Ramos disse...

Legal te ver por aki!!

Dpois da uma visitada no meu.


um bjo zé!

Sombras